Margem consignável em 2026: quanto você pode comprometer
Margem consignável é a parte da sua renda que pode ser descontada direto na folha ou no benefício para pagar empréstimos e cartões. Ela existe para que o desconto não aperte demais o orçamento.
Aposentados e pensionistas do INSS
Total de 45% do benefício: 35% para empréstimos, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão consignado de benefício. A margem tinha caído para 40% em maio de 2026 por causa da Medida Provisória 1.355, mas voltou a 45% depois que a MP perdeu a validade, em 31 de agosto.
Os cartões estão com novas contratações suspensas pelo TCU desde maio. Por isso, hoje, o que dá para contratar de fato são os 35% do empréstimo.
Servidores públicos federais
A regra é parecida: 45% da remuneração, com 35% para empréstimos e 10% para cartões, depois do fim da MP 1.355. O prazo máximo no SIAPE subiu para 120 parcelas em maio de 2026.
Servidores estaduais e municipais
Cada órgão tem o seu convênio, com margem e prazo próprios. A margem aparece no contracheque ou no portal do órgão.
Militares
A conta é feita pela regra de cada Força. No Exército, o sistema parte de 70% da remuneração e desconta os descontos obrigatórios e as consignações já existentes. A lei garante que sobre uma parte mínima da remuneração depois dos descontos.
Carteira assinada (Crédito do Trabalhador)
Até 35% do salário, somando todos os consignados.
Margem livre não é margem total. Se você já tem consignados, a margem livre é o que sobra depois deles. É esse valor que define quanto dá para pegar num contrato novo.